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AVANÇO NO PLANTIO

Semeadura de soja se encerra nas regiões norte e oeste de Mato Grosso

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AGRONEGÓCIO

Com ritmo de plantio acima da média dos últimos cinco anos, a semeadura da nova safra de soja, a 2021/22, está encerrada em duas regiões mato-grossenses: norte e oeste. Dados atualizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que 99,52% dos mais de 10,84 milhões de hectares projetados para esta temporada estão cobertos com a oleaginosa.

Em relação ao mesmo momento do ano passado, o cultivo está 5,46 pontos percentuais (p.p.) a frente do que se registrava em 2020, quando pouco mais de 94% da superfície estimada estavam plantados.

Tanto o norte quanto o oeste apontam áreas recorde ao cultivo de soja nessa safra, de 570 mil hectares e de 1,13 milhão de hectares, respectivamente.

O oeste, por exemplo, é uma das regiões produtoras que mais antecipa a safra de soja para na sequencia, cobrir a mesma área com algodão. Tanto o norte quanto o oeste apontam áreas recorde ao cultivo de soja nessa safra , neste ano, os analistas acreditam que na semana do Natal já haja colheita de soja da nova safra, especialmente no oeste estadual, com o plantio de algodão ocorrendo quase que de maneira simultânea.

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Avanço no plantio

O plantio da safra 2021/22 de soja chegou na quinta-feira (11) a 78% da área estimada para o Brasil, com bom avanço sobre os 67% de uma semana antes e mantendo vantagem sobre o ano passado, quando 70% da área estava plantada, de acordo com dados da AgRural.

Com os trabalhos praticamente finalizados ou muito próximos do fim nos estados de calendário mais antecipado, a semeadura agora se concentra no Rio Grande do Sul, onde o tempo mais seco segue preocupando os produtores, e no Matopiba, que tem registrado excesso de chuva em alguns pontos, mas onde o ritmo de plantio segue intenso.

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AGRONEGÓCIO

MT sedia simulação de emergência sanitária do Ministério da Agricultura

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O Estado de Mato Grosso foi escolhido para sediar um exercício simulado para emergências zoossanitárias com ênfase em febre aftosa. O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), durante a 7ª Conferência de Defesa Agropecuária, realizada entre os dias 7 e 9 de junho, em Belo Horizonte (MG).

A simulação, que será realizada no município de Juscimeira, de 30 de julho a 6 de agosto, vai envolver os servidores do Indea, Defesa Civil e as forças de Segurança Pública e instituições privadas envolvidas na pecuária mato-grossense. O treinamento contará também com a participação de todas as agências estaduais e superintendências federais de defesa agropecuária do Brasil, além da participação de outros países da américa do sul como observadores.

O coordenador de Defesa de Sanidade Animal do Indea, Felipe Peixoto, explicou que a simulação em Mato Grosso vai envolver um grupo nacional de atendimento a emergência pois o vírus não respeita limite territorial.

“Pensando no avanço das zonas livres de febre aftosa sem vacinação, precisamos fortalecer o serviço veterinário oficial do Mato Grosso e Brasil. Conseguimos junto com o Ministério da Agricultura viabilizar esse treinamento para capacitar o maior número de profissionais do Estado, buscando uma equipe especial pronta para atender a todas as emergências zoossanitárias. O treinamento conta com a participação da iniciativa privada que trabalha ativamente em conjunto com o INDEA no fortalecimento da defesa sanitária animal no estado de Mato Grosso”.

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Conforme o coordenador de Emergências Zoosanitárias do Mapa, Nilton de Morais, a simulação é importante para treinar os servidores e deixá-los preparados em relação aos protocolos que devem ser cumpridos. O último treinamento desta natureza em Mato Grosso foi em 2009, no município de Cáceres.

“O Brasil detém um grupo especial de emergências zoossanitárias preparado para gerenciar e para atender uma emergência sanitária. Em Mato Grosso estamos trabalhando com o Indea, Defesa Civil, forças de Segurança Pública e tem uma estrutura montada, como se tivesse realmente ocorrendo um foco de febre aftosa. O pessoal vai trabalhar em conjunto para debelar o foco, controlar e erradicar”, explicou.

Como a situação de um foco de febre aftosa em qualquer local do país pode afetar diretamente o setor produtivo como a suspensão das exportações, por exemplo, o Ministério da Agricultura vai convidar médicos veterinários oficiais de todos os estados para o evento em Juscimeira, além da participação dos demais países da América do Sul, como observadores. Este treinamento faz parte do programa hemisférico de erradicação contra febre aftosa.

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Apesar da ênfase no treinamento ser em febre aftosa, já que o país busca atingir o status sanitário de zona livre sem vacinação, ela serve para outros busca treinar seus componentes para outras emergências zoossanitárias como a peste suína clássica, peste suína africana, influenza aviária.

“Quando você já tem uma estrutura montada, ela serve pra erradicar um foco de peste suína clássica, suína africana, de influenza aviária. É mais ou menos igual como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros trabalham. O importante é ficar preparado, tomara que a gente não use isso jamais, mas se acontecer um problema a gente vai ter que estar lá pra atuar”, finalizou.

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