CUIABÁ

Marisa Batalha

‘Mulher vota em Mulher’

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OPINIÃO

Pode parecer clichê, mas nestas eleições precisamos cristalizar a ideia de que ‘mulher vota em mulher’. Se quisermos, de fato, a efetiva presença feminina nos espaços de poder. Colocando fim a uma invisibilidade secular.

E, sobretudo, na certeza, que a participação não só nos dará voz e igualdade de oportunidades, como estaremos reverenciando todas aquelas que abriram ‘clareiras em florestas fechadas’, em uma luta, sem trégua, pelo empoderamento de todas as mulheres e meninas deste país.

Mais do que isto, mulheres que abriram lacunas interessantes em um aparelhamento político que sempre privilegiou os homens, dando a eles, de ‘mão beijada’, o controle de grupos corporativos ou partidários. E, claro, colocando-os em postos estratégicos de poder nestas organizações.

Assim, precisamos reverenciar mulheres como a ex-senadora Serys Slhesssarenko que, por 20 anos, lutou por nós no parlamento e sem um dia fora do mandato. Seja como professora universitária ou nos vários cargos que teve na gestão pública, como secretária de Educação de Cuiabá e do Estado. Seja, como deputada e como a primeira mulher senadora de Mato Grosso que, em 2002, levou o cargo nas urnas. Em um confronto histórico contra dois ‘monstros sagrados da política mato-grossense’, os ex-governadores Carlos Bezerra(MDB) e Dante de Oliveira[in memoriam].

Precisando, frisar, que saiu sem aposentadoria legislativa, e que vive apenas da aposentadoria de professora, pela Universidade Federal de Mato Grosso.

Hoje, chamada novamente à participar da ambiência política foi, recentemente, lançada pelo PSB, como um dos principais nomes para a disputa por uma das oito cadeiras do Estado, na Câmara Federal.

É preciso entender que não se está abrindo uma guerra – de mulheres contra homens. Não. Nunca foi sobre isto.

Mas sobre um conceito que aponta que não há um regime que possa, verdadeiramente, ser classificado como democrático, justo e inclusivo, se não houver a presença feminina, em uma participação substantiva e igualitária na tomada de decisão, para que possamos contribuir com uma agenda pública com perspectiva de gênero.

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Sob este olhar, é com uma alegria imensa que tenho visto, além de Serys, outras mulheres fortes, determinadas, aguerridas que colocaram seus nomes à disposição do voto e do eleitor, neste pleito de outubro. Quebrando conchavos e se impondo nas articulações, dentro desta ambiência política e eleitoral, onde o reino continua sob o dominínio de ‘velhas raposas’ e empoeirados guardiões do poder.

E ainda, sob este mesmo olhar, e com um orgulho danado, que vejo uma médica, Natasha Slhessarenko, do Partido Socialista Brasileiro, correndo ‘trecho’ e marcando posição na disputa à uma vaga no Senado da República. Sem o menor medo de enfrentar nomes do abastado mundo do ‘agronegócio’ que criou, em Mato Grosso, uma ‘imensa ‘ilha de riqueza’ dentro de um gigante ‘bolsão de pobreza’.

Ou uma deputada indo à reeleição na Assembleia Legislativa, onde só há um nome feminino, como Janaina Riva. Então, é claro, que precisamos torcer para que ela volte com mais votos do que assegurou nas últimas eleições. Que, igualmente, se reeleja, na Câmara Federal, a Professora Rosa Neide(PT), que trava ‘com unhas e dentes’, uma ‘luta diária, em nosso favor contra o preconceito, discriminação, intolerância e salários inferiores ao dos homens.

E como são oito vagas na Câmara Federal, graças à Deus, então que o Congresso nacional receba de braços abertos uma mulher do porte e da competência da advogada e ex-superintendente do Procon, Gisela Simona(UB). Que eleja Dona Neuma Morais(PSB) na mesma Casa de Leis, em Brasília.

Que entre nestes parlamentos, a suplente de vereadora e expert em Inteligência Digital, Maysa Leão(Republicanos), que busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Que tem, exaustivamente, andado este Estado, junto com várias integrantes de coletivos feministas, realizando palestras sobre a decisiva inserção de mulheres nos espaços de poder e debatendo alternativas públicas para o fim às agressões e mortes de mulheres neste Estado.

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Que estejam, igualmente, entre as vencedoras deste pleito, a ex-secretária da Mulher, de Cuiabá, Luciana Zamproni(MDB), a vereadora Edna Sampaio(PT) que buscam, à exemplo de Maysa, uma das 24 vagas no Legislativo estadual. Aliás, que ocupem – ano que vem – os plenários dos legislativos, todas as outras dezenas de mulheres que estão tendo coragem de colocar ‘a cara a tapa’, e peitar uma disputa eleitoral longe das candidaturas laranjas.

Que façamos jus aos dados do Tribunal Superior Eleitoral, que aponta que no Brasil há quase 78 milhões de eleitoras, que representam 52,87% das pessoas aptas a votar. E, em Mato Grosso, um pouco mais de 1,1 milhão de mulheres representam 51,23% do eleitorado.

Assim, por direito mas, sobretudo, por um resgate histórico – nesta pirâmide social que nunca olha a base e só privilegia, o que estão lá em cima, no pico -, que façamos parte dos vitoriosos. Pois mesmo que estejamos marcando posição neste cenário político, a proporção ainda é muito desigual. E não haverá equidade enquanto a desigualdade for tão grande. Por isso é tão importante que as mulheres se mobilizem para ocupar os espaços de poder, que se façam representadas e que se apresentem como porta-voz.

E depois, sejamos verdadeiros, passou da hora de reinvindicarmos a paridade de armas, para que, enfim, sejamos tratadas como iguais em número e gênero. E reintero – não se trata de uma guerra de mulheres contra homens -, mas de Justiça.

Mas para que isso ocorra, de fato, na prática, nós eleitoras precisamos consolidar a ideia de que Mulher vota em Mulher.

Marisa Batalha é jornalista, mestra pela UFMT e Diretora de Redação do site O Bom da Notícia

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OPINIÃO

Conheça o seu limite

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Para evitar respostas negativas de seus comportamentos, é necessário passar pelo autoconhecimento.

Todos nós, seres humanos, temos um limite sob o ponto de vista da emoção, que devemos observar atentamente a fim de termos uma vida mais equilibrada.

Sabe aquela situação em que você está no ambiente de trabalho e um colega profere palavras inverídicas contra a sua reputação? Por mais pacientes que sejamos, é difícil passar por uma situação dessas sem rebatê-la com um comportamento exaltado.

Por isso, é fundamental que tenhamos conhecimento prévio sobre os nossos limites emocionais. Precisamos conhecer os gatilhos emocionais que nos fazem perder o controle e a paciência diante de uma situação desagradável.

É indispensável que haja um conhecimento profundo sobre os nossos limites, pois, como diz a expressão popular, “ninguém é de ferro”.

Pode ser que você seja uma pessoa tranquila, mas posso lhe afirmar algo: respeite os seus limites, não pense que em todas as situações tensas e estressantes você conseguirá administrar e controlar as suas emoções. Há dias em que não amanhecemos tão bem, consequentemente, as nossas emoções estarão afloradas e basta acionar um gatilho que toda a calmaria se transforme em caos.

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Nem sempre temos total controle sobre tudo o que nos acomete, por isso o excesso de confiança, nesse caso, é um risco ao autocontrole.

É importante que você saiba reconhecer quando os seus níveis de autocontrole estão baixos. Evite qualquer tipo de impulso emocional que possa acionar uma desproteção e um descontrole das suas emoções.

Em situações adversas, evite o confronto, não confie demais no seu controle e domínio sobre as emoções. Creio que é melhor desviar o foco e fugir de uma situação estressante.

Conhecer nossos limites é saber até onde poderemos controlar as nossas emoções. Não deixe chegar ao limite para tomar uma atitude comportamental. Evite o caos, seja sábio e faça o que puder para não perder o controle.

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Vice-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais da Contabilidade – ABRAPCON. Membro da Academia Mundial de Letras. Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2”, “Como falar em público com excelência”, “Legado” e “Liderança”. 

http://www.francisney.com.br

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