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O sorriso sem máscaras e o retorno da vida “normal”

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OPINIÃO

Durante o intenso período de isolamento social, ocasionado pela pandemia do covid-19, o olhar de muitas pessoas passou a ser direcionado para a sobrevivência, e não tanto para os cuidados com a aparência. A população, por ter ficado trancada em casa e interiorizada dentro de si mesma, passou a sofrer transtornos, inclusive, relacionados a própria imagem. Autoestima fragilizada pelo medo, tristeza, dor, luto, sentimentos esses expressados pelos olhos, e que na maioria das vezes não tão perceptíveis devido uso obrigatório de máscara.

O retorno das atividades presenciais tem possibilitado maior socialização, seja no trabalho, templos religiosos, festas, viagens, ou seja, a vida voltando ao “normal” e as interações também. Afinal, a alegria é uma das marcas do povo brasileiro, que é muito vaidoso, e que tem cada vez mais buscado um sorriso saudável e perfeito, e com isso, eternizando os momentos de felicidade, por meio das selfies.

Sorriso e autoestima estão diretamente relacionados. Nos últimos anos,  o avanço tecnológico na odontologia estética  passou a garantir, por exemplo, que os dentes fiquem cada vez mais harmoniosos com o rosto, por meio da colocação de lentes de contato dentais. Procedimento esse que tem conquistado cada vez mais adeptos que buscam corrigir o formato dos dentes, o tamanho, a cor ou simplesmente ter um sorriso igual a de muitos famosos. É nessa hora que surgem muitas dúvidas, principalmente com o possível desgaste do dente para o procedimento para colocação do laminado sob a superfície dos dentes. Isso tem gerado ainda insegurança naqueles que também pretendem aderir a mania de ter um sorriso perfeito.

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A preparação para colocação da faceta de porcelana inicia com o nivelamento do dente, esse procedimento é indolor, porém o paciente pode optar por anestesia, garantindo maior conforto e tranquilidade.  As novas técnicas têm tornado o serviço rápido, sendo possível concluir em três consultas: a primeira é feita avaliação/planejamento do designer do sorriso; na segunda é apresentada, com ajuda do software mock-up, uma prévia de como ficará o sorriso, o que traz maior segurança e previsibilidade para aqueles que estão indecisos; e na terceira consulta são instadas as facetas de porcelanas. Ou seja, em uma semana é finalizado todo procedimento, e o melhor, com um resultado previsível.

E o resultado são dentes alinhados e saudáveis e que tem ajudado muitas pessoas a melhorar autoestima e consequentemente aumentado autoconfiança. Também, esse serviço vem sendo procurado por quem deseja corrigir algumas imperfeições nos dentes, como fraturas, manchas, dentes separados ou irregulares.

Após o investimento nesse tratamento surgem também dúvidas sobre a manutenção. A orientação é que o paciente procure ao dentista a cada seis meses, assim como o procedimento que deve ser adotado por qualquer pessoa que busca garantir maior proteção à saúde na boca.

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Luciano Martins – Especialista em Odontologia Estética e Implantes

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OPINIÃO

Cuiabá sem homofobia. Sonho ou realidade?

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Desde que foi criado em 2014, o Conselho de Atenção à Diversidade Sexual de Cuiabá (CMADS), vem a todo custo tentando fazer o seu papel de propor, deliberar, fiscalizar, acompanhar e contribuir na normatização de políticas relativas aos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Entretanto, essa luta diária esbarra nas burocracias e também numa cultura enraizada por anos, numa parte da população que ainda não consegue enxergar as mudanças impostas ao mundo no avanço, sem retrocesso, na convivência e respeito à orientação sexual de cada pessoa.

Mas, precisamos refletir aqui sobre o papel do Estado nessa luta, principalmente dos “nossos representantes” na Assembleia Legislativa que recentemente rejeitou o projeto de lei que visava a criação do Conselho LGBTQIA+ em Mato Grosso, em manobras comandadas pela ala evangélica da Casa de Leis, indo totalmente ao contrário do entendimento e acolhimento de diversas cidades do país.

Isso reflete, e muito, no crescimento no reforço ao preconceito, claramente visto no relatório do Grupo Gay da Bahia, onde Mato Grosso ficou em 9º lugar com mais mortes de pessoas LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) em 2021, e dos casos registrados, foram 15 mortes violentas no ano passado.

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Ainda segundo o relatório, a cada 19 horas, uma pessoa LGBT é morta no país, e pelos dados da Rede Trans Brasil, a cada 26 horas, aproximadamente, uma pessoa trans é assassinada no país. A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos.

No Brasil, a maioria das vítimas, 51% dos casos, era gay, com 153 mortes. Travestis, transexuais, e mulheres trans estão em segundo entre os mais mortos de forma violenta, com 110 ocorrências.

Vale lembra que Cuiabá, em  2014 entrou para um “ranking” absurdo e, segundo o antropólogo da Universidade Federal da Bahia, Luiz Mott, a nossa Capital foi apontada como a mais homofóbica do Brasil, com números de assassinatos caracterizados pelo excesso de violência na ação, como afogamentos, atropelamentos, enforcamentos, degolamentos, empalhamentos, violência sexual e tortura. “O homofóbico não quer apenas matar a vítima, ele quer destruir a homossexualidade”, afirma Luiz Mott.

Essa realidade, desde de 2014, já mudou. O Conselho de Atenção à Diversidade Sexual e a Prefeitura Municipal vem acompanhando junto aos órgãos públicos as pautas de luta diária no combate à Homofobia. A população “trans”, que mais sofre essa violência, tem ganhado visibilidade e pautas importantes como a decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre a Lei Maria da Penha — que protege as vítimas de violência doméstica — no sentido de ser aplicada também para mulheres transexuais.

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Mas precisamos fazer mais, muito mais, e enquanto Conselho de Atenção à Diversidade de Cuiabá, estaremos atentos na luta para que nossa Cidade Verde não seja reflexo de “rankings” de violência no Brasil para os LGBTQIA+, e que nós consigamos exercer os direitos de cidadãos livres para amarmos e construirmos nossas famílias.

 

Valdomiro Arruda

 

Presidente do Conselho de Atenção à Diversidade de Cuiabá (CMADS)

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